02.10.10
Notícias e cotidiano
O título desse post ficou bem legal, pena que é literal e não vai falar sobre a associação entre notícias, rotina, globalização e bla bla bla como parece.
Notícias:
O meu outro blog era hospedado no Blogspot e eu estava muito acostumada com as ferramentas e configurações do site. Agora no WordPress, descobri que o recebimento de comentários é um pouco mais complexo. Achei 3 comentários numa caixa de spam de comentários(!), como foi o do Newton que já foi aprovado e publicado. Enfim, estou me adaptando e peço desculpas por essas situações.
Outra coisa, algumas pessoas tem me perguntado sobre sites que divulgam vagas de processos seletivos. Confesso que isso me deixa extremamente tentada a voltar às atividades com o Trainee 2010. Era trabalhoso? Muito! Valia a pena? Mais ainda.
Enfim, por enquanto estou na vontade, mas já tentando articular algumas ideias (nada como papos produtivos no GTalk, né Guilherme?).
Vamos ao que interessa.
O Leonardo, no último post, me lembrou de uma das propostas iniciais do blog, que é falar um pouquinho da experiência de ser trainee. E o trabalho não pára, né?
Me lembro na época dos processos seletivos que sempre via em sites e principalmente no Orkut as pessoas dizendo que os trainees “ralavam pra caramba” e coisas assim. Ok, ninguém vai morrer disso, mas que a gente rala, rala. E pensa também, essa é a melhor parte.
Obviamente somos expostos a tarefas rotineiras, burocráticas, mas que são necessárias. É aquela velha premissa de que, se um dia você vai delegar aquilo para alguém, você deve saber executar. E nesse grande pacote de aprendizado somos estimulados a pensar estratégias, planejamentos e principalmente a nos envolver com o negócio, metas a longo prazo e a perceber que você tem um papel dentro daquele plano, o que é muito motivador.
Os altos e baixos que eu falei continuam, mas com o passar dos dias eu vou percebendo que isso é mais do que normal e se vai passar, não sei, mas é certo que eu vou lidar melhor com isso (ou vocês acham que gestores e diretores não ficam desmotivados também?).
Enfim, todas as empresas tem problemas. E são esses problemas que no primeiro momento desmotivam, mas que depois nos fazem vencer obstáculos. Parece clichê, mas essa é uma informação muito valiosa para candidatos a programas de trainee. Por mais perfeitas que as empresas pareçam durante os processos, elas são organismos vivos, movidos a desafios, oportunidades e sim, falhas.
Eu poderia escrever durante horas sobre esses meus devaneios corporativos (bom nome de blog, por sinal), mas vou deixar para um próximo post com alguma situação bacana para exemplificar.
Por hora, estou feliz… =)
02.09.10
Boas surpresas
Como dizia Joseph Climber: “a vida é uma caixinha de surpresas” e no meio dessas surpresas encontrei o depoimento abaixo (vídeo):
http://www.nosdacomunicacao.com/multimidia_int.asp?id=353&tipo=EN
Espero estar nesse caminho (já comecei me formando em publicidade e não em jornalismo =D).
Presenciem o início do que conhecemos como “admiração”.
Atualização: Desconsiderem o comentário entre parênteses. Foi uma brincadeira, mas me alertaram nos comentários que poderia ser interpretada de outra forma, ok?
02.04.10
Geração Y, blogs, empresas…
Fiquei muito feliz com os comentários que recebi no último post. A discussão sobre blogs e empresas dá bastante ‘pano pra manga’ e gostei dos casos que foram trazidos. Ainda quero falar sobre esse assunto e também responder à Juliana que perguntou o que é geração Y e definitivamente não acredito que são apenas os “nascidos a partir da década de 1980″.
Hoje, resolvi escrever sobre um assunto menos tangível. Percebo, cada dia mais, que uma das grandes diferenças entre os Y e as outras gerações se dá no que encaramos como “conexão”, e os blogs são um ótimo exemplo disso. Vejam os namoros e as relações profissionais de antigamente (30, 40 anos atrás). Eram cercadas de filtros e etapas que a geração Y não faz uso, motivada principalmente pela velocidade que a tecnologia nos trouxe.
Um exemplo clássico é aquele onde um impetuoso Y se dirige diretamente ao diretor da empresa e debate ideias e projetos. Essa situação é apenas um desfecho de uma geração que cresceu se conectando o tempo todo com muita facilidade. Amigos virtuais, programas de mensagem instantânea…e os intercâmbios? É mais fácil fazer Work Experience nos EUA do que ir até a academia.
Embora critiquem a superficialidade das relações, ninguém pode negar que os jovens se conectam mais aos outros e dentro das organizações pode ocorrer um certo estranhamento, como aconteceu hoje comigo.
Por conta de uma determinada situação, vi uma questão passar por 3 níveis hierárquicos diferentes e fiquei me perguntando porque a pessoa 1 não poderia ter falado com a pessoa 2 e resolvido na mesma hora? Já estou melhorando minha ansiedade e ao invés de julgar todo mundo, resolvi simplesmente perguntar o porquê daquele fluxo que me parecia sem fundamento.
Depois de perguntar duas vezes – é preciso ter paciência com a gente -, entendi o que aconteceu e mais uma vez confirmei o que escrevi em um texto que foi publicado hoje no Minha Carreira: “Isso exige muita maturidade dos mais jovens para perceber que o mundo já está pronto e que nós devemos nos adaptar a ele.”
01.28.10
Os blogs e as empresas
Me deparei na última semana com uma questão curiosa e muito atual: o que as empresas fazem quando seus funcionários têm blogs profissionais?
Acredito que a maioria das companhias ainda não sabe lidar com isso de forma esclarecida e não conheço nenhuma que possua algum tipo de política que fale especificamente do tema (se alguém conhecer, me avise!), mas talvez seja a hora desse assunto ser colocado em pauta.
É curioso perceber as posturas mais comuns do mercado que são proibir ou ignorar, confiando que seus funcionários terão bom senso. Reações bastante opostas e arriscadas.
Eu, como blogueira, obviamente me sentiria muito mal de perder minha liberdade de expressão, como em uma proposta que recebi de um site para ser blogueira exclusiva. A condição era escrever somente no tal veículo e em mais nenhum outro lugar, mas pensando como profissional, esse tipo de restrição por parte das empresas não é tão absurdo.
Se o funcionário possui um blog profissional, certamente vai falar de experiências da carreira que envolvem o negócio em que está envolvido e então chegamos ao sutil limiar do que é pertinente à carreira e do que é pertinente à empresa. A grande questão é que temos duas imagem em jogo, do funcionário e da companhia.
Uma empresa controlar todos os blog de funcionários seria loucura, talvez a proibição seja o caminho mais fácil, mas acredito que em primeiro lugar deve haver uma troca: confiança da companhia e bom senso do funcionário. É o primeiro passo.
Depois (e talvez isso comece a acontecer em breve), seria interessante que as corporações entendessem que o blog de um funcionário, com conteúdo e visibilidade, além de uma mídia espontânea, é uma ótima ferramenta de desenvolvimento daquele profissional, principalmente por mostrar que aquela pessoa sabe se colocar, expor ideias e principalmente ter senso crítico para falar de assuntos sérios.
Talvez eu seja um pouco sonhadora, mas acredito muito que os blogs são uma plataforma muito rica quando aproveitada com senso e ética. Fico feliz de ver blogs corporativos dando certo, é um grande passo, e mais ainda quando encontro empresas que olham seus funcionários como consumidores conscientes e pessoas com senso crítico suficiente para expor pontos de vista de forma livre e inteligente.
Com tanto potencial e risco em jogo, seria uma boa ideia que o tema começasse a ser discutido, não como uma ameaça ou incômodo, mas como uma porta para novos caminhos da comunicação em rede que temos hoje.
01.15.10
Alinhando expectativas
Hoje o dia foi ótimo! Tive duas oportunidades bem interessantes. A primeira foi participar de uma infosession por telefone sobre mentoring. Como eu não peguei do início não sei quem estava falando, mas era uma francesa e tinha a participação de outros RHs da Danone no mundo. Pude ouvir os depoimentos da Polônia e da Russia. Não ouvi até o final porque apareceu a segunda oportunidade do dia: acompanhar uma dinâmica. Foi bem emocionante estar do outro lado, mas o assunto do post é outro.
Amanhã completo duas semanas efetivamente trabalhando, já que estava em integração desde novembro, e isso ocorreu fora do escritório. Tenho visto um milhão de coisas que gostaria de realizar. Na maior parte do tempo fico “quicando” de tanta motivação e vontade de colocar as coisas para funcionar, mas isso não acontece o tempo todo.
Como ainda estou no começo, minha gestora também é nova e tem muita coisa acontecendo no RH da Danone, estou no meio do meu turbilhão de ideias e a intensidade desse momento faz com que, em certas horas, eu tenha vales de desmotivação, achando que tem tanto a ser feito e nem sei por onde começar…
Todo início é complicado. Por mais que sejamos preparados para o que vamos encontrar, no dia a dia é diferente e por isso é preciso alinhar as expectativas. Estou realmente ansiosa (como uma boa Y) para conversar com minha gestora e com a diretora de RH e entender o que elas esperam de mim, e também falar sobre tudo que tem fervilhado na minha cabeça.
É…vida de trainee não é fácil, mas tem sido uma aventura muito rica. Hoje mesmo participei de uma reunião onde a diretora de RH falou um pouco sobre o cenário da empresa e a necessidade de encararmos isso tudo sem fazer julgamentos. Concordo com ela, embora seja um exercício complexo, mas ainda acredito que uma certa inquietação faz bem =)
01.13.10
Motivação? Hoje não.
Em um post anterior, recebi um comentário da Débora, que levantou algumas questões bem interessantes sobre processos seletivos em seu blog, a partir de experiências próprias. Segue o link para vocês darem uma olhada.
Na minha opinião, algumas coisas fazem bastante sentido, outras acredito que possam ser vistas de outra forma, acho que cada caso é diferente, mas de qualquer forma a opinião dela é bem firme pode ajudar bastante gente.
Enfim, queria falar sobre motivação hoje, mas não estou muito motivada =D Pelo menos consegui responder os comentários que estavam pendentes! Ufa =)
Desculpem estar um pouco relapsa hoje, mas estou um pouquinho ocupada com coisas do lar: estender a roupa que a máquina lavou. Ainda vou escrever sobre esse assunto, afinal faz parte dessa nova vida como trainee e morando longe de casa, né?
Ps: Quero marcar algo com esse povo da Natura: Anthonia, Fabi, Laísa, Isabel…=)
01.10.10
Trabalho light no final de semana
Acabei de ler um comentário muito bacana da Laísa no post anterior, primeiro porque ela indicou uma página que citou o meu antigo blog e ainda alguns links de processos seletivos que estão abertos. Confeso que não os acessei, mas informação nunca é demais.
Falando nesse assunto, andei pensando em publicar aqui pelo menos os links de processos seletivos de trainee abertos. Não sei ainda se vou conseguir, mas estou avaliando a possibilidade.
Voltando ao comentário da Laísa, fiquei super feliz pelo feedback que ela deu sobre o conteúdo. Como eu falei, passam muitas ideias pela minha cabeça, mas o ideal seria que vocês indicassem assuntos para serem tratados por aqui, principalmente aqueles que também viraram trainees. Tenho certeza de que podem agregar muito com suas experiências também!
Última coisa, queria citar especialmente o time de trainees 2010 da Natura. Durante a jornada como candidata conheci muitos outros que também buscavam uma vaga e pelo que vi, a empresa acertou em cheio. Fiquei eufórica quando soube que a Anthonia e a Fabi passaram. Tenho certeza de que os outros devem ser tão bons quanto elas!
Agora, vou retomar meu trabalho light de final de semana, que consiste em ler todos os periódicos que circulam dentro da Danone. Como falei, informação nunca é demais, principalmente nesse caso.
01.08.10
E a primeira semana continua!
Entrei na internet agora a pouco e fiquei muito feliz. Primeiro porque o Twitter me avisou de um texto que a Tatiana Kielberman do Grupo Foco escreveu sobre o post anterior aqui no blog. Vejam aqui. Adorei =)
Segundo porque escrever um texto e receber comentários é muito bom. Acho que já tinha esquecido dessa sensação de interação constante e da vontade que dá de colocar mais e mais conteúdo aqui.
Queria continuar falando da experiência “on the job”, e farei isso em breve, mas hoje o assunto é uma dica que recebi de um Junior Manager do ano passado. Para alguns pode parecer algo desnecessário, mas pensando em médio e longo prazo é muito importante.
É simples: “Relacione-se”.
Um dos pontos negativos do método “on the job” é que você acaba tendo pouco acesso às pessoas de outros setores, e nem preciso dizer que o mundo e as organizações de hoje são baseadas em relacionamento e projetos que envolvem as mais diversas áreas.
Para quem está entrando no mercado de trabalho agora é essencial não se fechar na área de atuação, o que pode ser um pouco complicado para aqueles muito especializados em algum assunto ou os tímidos (tenho um pouco desse segundo grupo, mas é preciso superar nessa hora!). Ninguém precisa chegar se intrometendo ou fazendo alarde pela companhia, mas ter interesse e perguntar não só mostram a nossa amiga pró-atividade, como agregam muito no seu conhecimento do negócio. Isso pode gerar boas oportunidades para sua carreira.
Em contraponto com essa postura, é preciso ter sensibilidade para observar as horas propícias para conversar e não gerar assim uma impressão ruim, como alguém que incomoda, principalmente quando se é novo na companhia e as pessoas ainda estão te conhecendo.
Mudando mais ou menos de assunto, fica a dica para os trainees: por ser um cargo de mais exposição e grandes expectativas, cuidado redobrado =) E parabéns a todos aqueles que conheci pelo blog e foram aprovados! Foram as melhores notícias que recebi! Queria colocar nomes, mas posso esquecer alguém…bom, quem passou, sabe!
Agora sim, mudando de assunto, estou um pouco relapsa com as respostas aos comentários. Não esqueci, mas devo me dedicar a isso na semana que vem, porque amanhã tô indo pro Rio!
01.07.10
Agora é “on the job”
Depois de 3 dias de trabalho tenho um milhão de coisas para contar. Se eu fosse falar das minhas atividades de Comunicação Interna e de outras em que fui envolvida, ficaria horas. Daria até um blog sobre CI (não é má ideia!).
Apesar disso e da minha empolgação com o trabalho, vou tratar de um assunto que vai interessar muito mais gente do que apenas comunicólogos. É o aprendizado “on the job”.
Muitas companhias possuem, dentro do seu programa de trainees, a famosa Job rotation, um período em que os aprovados conhecem a fundo algumas áreas. Geralmente ficam 2 ou 3 meses em cada uma e após rodarem tudo o que foi programado, são designados para atuar em determinado setor. Os critérios para essa escolha eu realmente desconheço, mas certamente variam. Nesse caso, os trainees podem passar por esse processo já com uma área definida ou não.
No caso da Danone esse processo não existe. Quando o grupo foi aprovado, cada um já sabia em que área iria atuar, mesmo que não soubesse exatamente a função que iria exercer. Eu já sabia que seria RH, mas não tive a confirmação que era em Comunicação Interna. Ficamos dois meses aprendendo tudo sobre a empresa e conhecendo cada pedacinho do negócio. Visitar mais de 80 pontos de venda, de fato, nós dá um certo know how…
Depois disso, no meu caso especificamente na segunda-feira dessa semana, iniciei minhas atividades no RH e pra completar, a minha gestora começou no mesmo dia. Desafio duplo!
Como boa Geração Y, confesso que embora seja um tanto assustador, aprender “on the job” é muito estimulante. As coisas estão sendo passadas aos poucos, mas ao invés de ficar ao lado de alguém aprendendo o quê e como fazer, a tarefa é passada e precisa ser executada. Simples assim.
Se for necessário algum tipo de ajuda, o suporte certamente estará lá, mas dessa forma somos incentivados a pensar e a criar soluções o tempo todo. Quando executamos algo novo, sem instruções, geralmente trazemos ideias frescas e que não foram utilizadas antes. Ganha a companhia e ganha o funcionário.
Algumas tarefas de Comunicação Interna já me foram passadas e eu adorei. Tem muito a ver com o que eu fazia no meu estágio, mas além disso tive que ligar para uma candidata à vaga de analista, conversei sobre seu CV e decidi se ela seria entrevistada ou não! (Ela vai lá semana que vem, antes que pensem que eu sou má e cruel =D). É claro que, para uma atividade que nunca tinha feito na vida, estive o tempo todo com alguém do meu lado, e mesmo sendo bastante tenso, é incrível ver que podemos fazer coisas diferentes e acreditam no nosso potencial.
Esse assunto certamente ainda vai gerar muitos posts. Espero que em breve eu possa comentar esses métodos com algum tipo de teoria que explique melhor as razões de sua utilização. Acredito que pelo dinamismo e imediatismo de resultados, é uma ótima forma de estimular os ger Y no início da carreira. Pelo menos eu estou amando!
Mudando de assunto radicalmente, saí em uma matéria na Época Negócios online com o título “A regra do ‘manda quem pode, obedece quem tem juízo’ não funciona mais”. Espero que gostem!
12.29.09
Tá chegando a hora
Só pra avisar que muitos pensamentos e ideias estão fervilhando na minha cabeça.
Não vejo a hora de voltar a escrever =)
Ah!! Eu me formeeeeeeei! Agora sim sou uma publicitária ou comunicóloga (como preferirem…hehehe)
Em breve, muitas novidades!